sábado, 5 de janeiro de 2013

Dia III

No terceiro dia de viagem, meu pai marcou de nós nos encontrarmos com uma amiga dele, que não via há muitos anos. Seu nome é Yamileth.
O ponto de encontro seria numa área bem central de San José, em frente ao famoso Teatro Nacional. Como podem ver, sua entrada é bem convidativa. Mas isto não é nem a casca da banana. E é melhor eu parar com trocadilhos imbecis.
Teatro Nacional de Costa Rica
Entramos no Teatro. No momento não havia nada a ser apresentado, mas apenas de entrar lá já É um espetáculo. Infelizmente isto tem um custo. Salgado. Estrangeiros pagam 10X mais. Coisa ruim, considerando que é um país grandemente sustentado pelo turismo. Mas enfim... Posso dizer que valeu a pena, pois era tudo simplesmente maravilhoso.
O Teatro Nacional de Costa Rica foi inaugurado aos fins do século XIX. Sua grande ornamentação, como poderão ver nas fotos que tirei abaixo, são provenientes do dinheiro que se obteu com a produção de café na região.














Visitar o Teatro Nacional nos ensina bastante sobre a história daqui. Mas queríamos, e precisávamos de mais.
Exatamente ao lado do Teatro, há a Plaza de la Cultura. Ela tem este nome, pois abaixo do solo dela há um conjunto relativamente gigantesco de museus, e cada um conta um aspecto da história da Costa Rica.
Primeiramente vimos uma seção que contava a história do dinheiro. Mostrou-se moedas muito antigas, da Grécia, Roma Antiga, Assíria...
Lembram-se daquele quadro enorme no teto do Teatro Nacional que eu fotografei? Pois é, ele é tão lindo que até recentemente compunha a nota de 5 colónes.

Então começaram a ser expostas as moedas que circulavam aqui. Logicamente não dinheiro exclusivo da Costa Rica. Vale lembrar que isto se tratava de uma colônia espanhola (com os nativos tendo sido perguntados ou não). As moedas aqui circulam já há muito tempo são nacionais. Fotografei uma em especial devido ao seu significado. É uma moeda de 500 colónes feita especialmente em comemoração aos 100 anos da educação obrigatória e gratuita. Afinal, um país que não possui uma educação pública de qualidade no mínimo não tem um futuro.
Outra seção do museu foi-me igualmente fascinante, por contar a história da região antes da Invasão dos espanhóis. Mostrou-se muitas peças de ouro feitas pela sociedade pré-hispânica. A maior parte feitas com intuito religioso.
Macaco barrigudo pra caramba... O fato de ele ser na verdade uma flauta ajuda a explicar seu formato pitoresco. 












Com este roteiro todo, levamos a tarde toda. Isto significa fome.
Poderíamos muito bem ter ido a um dos luxuosos restaurantes muito bem implementados para turistas, com opção de idiomas no cardápio, etc. Para o inferno. Queremos comer como costa-riquenhos, indo ao lugar onde se faz muito bem sociedade. Claro que estou falando do Mercado Municipal.

Quis fotografar este suco por um motivo especial: suco de laranja com com cenoura é delicioso.











Eu não sei onde, mas em algum lugar li certa vez que para conhecer um povo, uma cidade, devemos ir ao seu centro. E isto se me provou realidade. Ali vi as diferenças das duas sociedades, de duas culturas...
Bom, depois de termos comido, demos um último passeio pela cidade antes de pegarmos o ônibus. Claro que eu não poderia fazê-lo sem possuir alguns registros. 


Por este passeio, entramos numa igreja muito linda da região central de San José. Ela tem arquitetura gritantemente em estilo Romano.


Infelizmente, tivemos que depois de tanto passear pelo centro voltar à casa do meu avô. Mas foi um dia excelente, e o centro de San José é realmente muito encantador. Espero tê-los transmitido um pouco desta beleza.

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