quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Dia IX

Para começar, perdão por ter passado tanto tempo sem postar coisa alguma. Estava muito ocupado indo aos lugares por aí, ou seja, estava com muita preguiça.
No nono dia aqui na Costa Rica, acordamos tremendamente cedo e fomos ao centro de San José. De lá, pegamos um ônibus que ia a um Parque Florestal Relativamente bem grande, porém apenas uma pequena parte era visitável para turistas. Acontece que se tratava de um vulcão.
Uma pequena caminhada, e logo chegamos à cratera. Como vocês podem ver, há um pequeno lago nela. Comecei a imaginar se poderia haver vida ali. Digo que provavelmente. A água é aquecida naturalmente a cerca de 40º C, além de ser riquíssima em enxofre - como conseguia sentir pelo cheiro - e ferro. Muitas algas consideram isto um verdadeiro paraíso no inferno. (E depois perguntam o motivo de eu querer estudar biologia) 
Aí está a bela cratera.
Este vulcão tem uma extensão territorial muito grande, e já que a última erupção séria foi há muitos anos, há ao redor muita mata de altitude. Considerando que estávamos há uns 3000 metros de altura, fiquei surpreendido com a vegetação atípica para uma região tão elevada. Mata relativamente muito densa e úmida.




Este caminho todo que fizemos foi para chegarmos à cratera secundária. Uma cratera menor e que está há muito menos ativa, porém a água dentro dela continua a ter algum grau de acidez. Olhem que bela criação da natureza!
Voltamos a mais cerca da cratera principal após algum tempo. Porém morrendo de fome. Refeição? Uma bela porção de amendoins salgados. Para nós foi muito bom, tanto que (um rato) um esquilo, atraído pelo cheiro, foi verificar se havia alguns amendoins para ele... Fofíssimo, não?

Depois de tomarmos café tradicionalmente-menos-torrado-do-que-no-Brasil, pegamos o ônibus devolta à  cidadela que partia inicialmente. Lá, entramos em uma Igreja muito bonita. Havia muitas referências à Maçonaria, mais do que cruzes. Por todo lado havia um olho-que-tudo-v~e, ou uma esfera com ponto no meio, e símbolos discretos por toda parte. E sabem o que isto significa? Exato, absolutamente nada.

Ainda há mutas fotos de muitos lugares que fui acumulando e deixando para postar mais tarde. O pior é que não me restam muitos dias para voltar ao Brasil. Mas uma hora mostrá-los-ei tudo. Só depende da minha (preguiça) disposição de tempo.
Até a próxima. :)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Dia VI

Passamos alguns dias em ócio, pois estávamos cansados, e meu pai precisava continuar a fazer uma tradução. Isto ajuda a explicar os dias que fiquei sem publicar coisa alguma.
No sexto dia, com muito prazer fomos ao Museo Nacional. Como sempre, a entrada xenofóbica para turistas era 10 vezes mais cara, mais ainda assim era pagável. Não sabíamos, mas mas aquele museu em especial era enorme.Vejam sua bela entrada, evidenciando o fato de antigamente ser um forte militar, dos tempos em que a Costa Rica tinha um exército. Inclusive, foi neste lugar em que o exército foi simbolicamente extinto. Motivo? Havia revolução depois de revolução a todo tempo, e era uma competição de quem era mais corrupto, e com mais poder bélico. Extinguir o exército foi a este país muito saudável.

Digamos que aquela foi a entrada de museu mais encantadora que vi em toda a minha vida. Afinal, tratava-se de um lepidoptário. Hein? Exatamente isso, um criadouro de borboletas.
 Eu tive a felicidade da experiência de ter uma dessas belas criaturinhas pousando em meu braço. Ela doixou-me tirar fotos à vontade.





 Ali também estão expostas as pupas das lagartas. Pela primeira vez, vi e fotografei algumas borboletas saindo de seus casulos. É mais lento do que imaginava, mas não menos lindo, e simbólico.









Após a seção do lepidoptário, fomos à parte integral do museu. Ele contava tudo sobre tudo da Costa Rica, mostrava artefatos de generais, sociedades pré-colombianas, o que aconteceu quando se tornaram pós-colombianas...
Muito belo o museu, e possui uma arquitetura muito bem pensada. Gigantesco, militar, porém magnífico.




 É comum ver-se pelas paredes e colunas da fortaleza marcas brutais de tiros. São de tempos políticamente e socialmente mais complicados para a Costa Rica, além de ser um registro eterno da estupidez humana.


Passamos muitas horas dentro do museu. Mas não estávamos exatamente cansados. Aproveitamos e fomos passear por "calles" que ainda não tínhamos ido. Claro que aproveitei para tirar fotografias.



Perdão por ter levado tanto tempo para publicar novamente. Acontece que... Acontece que eu estava com preguiça mesmo.
Tchau, até a próxima. :P

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Dia IV

No nosso quarto dia de viagem, acordamos cedo para irmos a um local plenamente inusitado: Vulcão Irazú.
Este seria o primeiro vulcão que veria em minha vida. E acreditem, será inesquecível.
Para irmos até lá, tivemos que primeiramente pegar um ônibus perto do Teatro Nacional. A partir disto, quando chegamos à região do campo, íamos subindo, e subindo... Cada vez mais! Mais um pouco e daria para ver os pés de Deus.
Enfim, o caminho foi longo, mas não nos incomodamos nem um pouquinho com o tempo levado.
Como vocês podem ver nas fotos que se seguem, a paisagem do caminho ao vulcão é simplesmente maravilhosa, e memorável. Apenas o ato de IR até lá já é maravilhoso.











Pois é, a paisagem é indescritível, e realmente singular.
Depois de umas três horas dentro do ônibus, chegamos afinal no Vulcán Irazú. A recepção oficial era gerenciada por dois quatis.



Foi belo ver estes quatis, e uma surpresa, afinal estávamos a cerca de 3500 metros de altitude em relação ao mar.
Depois de uma pequena caminhada, chegamos finalmente à cratera do Vulcão. E que vista, e que paisagem maravilhosa! Estávamos acima da altura das nuvens, e isto, somado à paisagem da mata ao redor das crateras formou uma combinação estupenda. Confiram vocês mesmos.





Andando por uma trilha ao redor das crateras, chegamos ao pico. Apesar de ser realmente muito alto, não sentimos falta de ar nem nada. Apenas meus ouvidos estavam sentindo algo.
Infelizmente, enquanto nós subíamos a quantidade de nuvens aumentou significativamente, então não consegui fotografar a paisagem. Mas ao menos tirei algumas fotos de plantas pelo caminho.


A natureza na Costa Rica é estupenda, e muito bem preservada. Eu tentei registrar um pouco disto por meio de minhas fotografias. Mas isto não é nada. Eu -ainda- não fui a nenhum Bosque Lluvioso, nem a uma reserva florestal. mas isto há de vir em breve. Já tenho programação para ir ao Vulcão Arenal, que se encontra ativo já há muitos anos. Também estamos pensando em arranjar alguma forma de ir ao litoral daqui.
Espero que vocês tenham gostado da publicação de hoje, assim como espero que vocês vejam a próxima.
Até mais!